Romance - Belas Supresas... - Parte IV

01 novembro Lila Martins 3 Comentarios



E esse amor lindo que está surgindo entre os protagonistas? Mais uma parte dessa história para vocês! Se ainda não leu veja a Parte I ,  Parte II e Parte III  para conhecer nosso casal!

Por volta das 4h da manhã Camilly teve um pesadelo e acordou de sobressalto chorando e gritando. 

- Amor, amor, calma amor, shiii – ele abraçou e acariciou seus cabelos, enquanto ela soluçava e banhava seu obro com as lágrimas.

Aos poucos ela foi se acalmando e relaxando, a respiração normalizou.

- Você está bem meu anjo? – perguntou sem soltá-la

- Estou – ela respondeu num fio de voz

- Um sonho ruim?

Ela apenas fez que sim com a cabeça.

- O que sonhou? Quer me contar?

Ela soluçou baixinho

- Vamos amor, aproveite para desabafar, estou aqui para você.

- Eu sonhei com a noite em que... eu... tive  a minha... primeira vez...- disse soluçando, sua voz saiu tão baixa e entrecortada de dor, que ele logo percebeu que havia coisas que a machucaram profundamente naquela noite.

- Conte para mim, desabafe. – Incentivou

Ela se soltou do abraço e o olhou com os olhos inchados, provavelmente buscando decidir se podia confiar nele. Decidiu então que sim, por tudo que ele vinha fazendo por ela, podia confiar nele.

- Bom, eu o conheci na faculdade, ele faz um outro curso e tem 24 anos. Eu o achava bonito, mas nunca tinha falado com um garoto antes, sempre fui tímida. Um dia eu estava em uma lanchonete, estava lotada e ele perguntou se podia sentar comigo. Puxou conversa, disse que tinha me achado bonita, pediu meu telefone, eu dei, poxa vida eu estava interessada nele. Alguns dias depois ele me ligou, me convidou pra sair, aceitei, ele me pegou em casa e me levou para uma espécie de descampado, disse que queria olhar a estrelas comigo, ficamos conversando ele estava sendo muito gentil tinha levado uma garrafa de vinho, bebi, mas não senti que estava ficando embriagada. Dali pra frente tudo fica como um borrão, ele me beijou, foi legal, eu estava gostando até que ele começou a passar a mão nos meus seios e depois tentou abrir a minha calça, eu estava nervosa, pedi pra ele parar, ele me empurrou contra o chão, segurou minhas mãos com uma mão e começou a levantar minha blusa com a outra, depois arrancou minha calça, eu não lembro bem como, se me debati muito, se gritei ou não, mas lembro de estar numa posição muito desconfortável,  ele por cima de mim e de repente uma dor horrível, dai senti o sangue escorrendo pelas minhas pernas e desmaiei quando acordei estava no carro dele, me deixou em casa, bateu a porta e sumiu.
Gregory ouviu tudo com uma espécie de ira contida, estava indignado com a petulância do rapaz.

- Ele estuprou você... – foi o que conseguiu dizer. 

Ela começou a chorar novamente e ele a trouxe contra seu peito de forma protetora.

- Calma meu anjo, esse babaca não pode mais machucar você, eu não vou deixar nunca ele chegar perto de você. 

- As vezes tenho medo que ele apareça na minha casa, sei lá vai de descobre sobre o bebê e diz que quer ele, não sei, mas isso me apavora as vezes.

Ele a apertou com mais força.

-Não, isso não vai acontecer, ele não terá nosso bebê, ele é nosso e vamos criar e educar ele, dar todo o amor do mundo para essa criança. Isso ele não pode tirar de você. – ele continuou acalentando ela. – Quer um pouco de água?

- Não quero ficar sozinha...

- Tudo bem, o que acha se aconchegar no meu peito novamente e tentar dormir? Sabe que está segura comigo não é? Que eu jamais te tocaria como aquele cara fez, não sabe?

- Eu confio em você, eu te conheço pouco, mas de algum jeito eu sei que posso confiar em você.

- Pode, eu sempre vou cuidar de você e desse bebê que está crescendo cada dia mais aqui dentro. – tocou a barriga dela com delicadeza.

- Obrigada, você é muito gentil, não sei ainda como não tem nenhuma namorada.

- Por um motivo meio obvio não é mesmo?

- Qual?

- Sou noivo! Em breve serei marido e pai!

- Ah sério, você não existe. – ela sorriu, ele tinha essa incrível capacidade de arrancar um sorriso dela.

- Chega de papo mocinha, vamos dormir!

Ele se deitou e puxou ela para seus braços, lhe deu um beijo na testa e ela se aconchegou, cerca de 20 minutos depois ela caiu no sono, enquanto ele ainda estava remoendo as coisas que ela havia dito. Aquele desgraçado havia estuprado ela, se algum dia encontrasse aquele sujeito ele ia ficar bem machucado, só o fato de ter tocado nela já era motivo de apanhar, mas ter forçado ela daquela maneira grotesca! Ele estava com muita raiva, mas sentir a respiração dela no peito o fez se acalmar, ela estava bem ali, era sua. A perspectiva que em breve seriam marido e mulher, que ia ser pai do bebê que ela estava esperando, que ia ter uma família linda, fez seus olhos se encherem de lágrimas, nada poderia ser melhor que essa sensação, não ia contar a ela o que sentia, seria loucura, ela não acreditaria, ia conquistar ela, pouco a pouco, dia a dia e eles seriam felizes, por fim adormeceu perdido em devaneios.

Camilly acordou as 7h da manhã se afastou dos braços dele e foi ao banheiro. Quando voltou olhou Gregory adormecido e ficou observando ele ressonando de leve, era lindo, um homem incrível, alto, forte sem muitos músculos, o peito nu, que havia lhe servido de travesseiro, tão confortável... Ele se moveu um pouco na cama e as mãos buscaram alguma coisa nervosamente, como não encontraram ele acordou.

- Bom dia moça bonita.  – disse em meio a um bocejo.

- Bom dia – respondeu

- Está há muito tempo acordada?

- Não, só levantei e fui ao banheiro.

- Que tal um café caprichado? -  ele tirou o cobertor e ela pode notar o enorme volume se erguendo. Ele notou o olhar dela – Desculpe, acho que vai ter que se acostumar com isso, ele amanhece todos os dias assim.

- Entendi... – ela parecia hipnotizada.

Ele deu uma gargalhada

- Por que está rindo? – ela perguntou

- Porque você está tão vidrada que estou começando a ficar constrangido.

- Oh! Desculpe... – disse ela desviando o olhar sem graça.

- Não se desculpe, esse homem aqui é todinho seu.

Ela enrubesceu violentamente.

Ele levantou da cama e desceram juntos para tomar café.

- Sabe? Estive pensando. Por que não vem morar aqui? 

- Mas eu vou vir, daqui a um mês.

- Não, digo vir morar aqui, já antes do casamento, eu poderia te levar para o trabalho e te trazer para casa a noite depois da aula, seria mais confortável, não teria que depender de ônibus, e poderia dormir um pouco mais todos os dias, o que é ótimo para o bebê.

- Não acho uma boa ideia você ficar se expondo assim, principalmente na faculdade, você pode ter problemas por minha causa.

- E que problemas eu teria?

- As pessoas podem descobrir!

- E daí? 

- Dai que é errado

- Não, não é, não somos clandestinos em um navio, eu não estou tendo um caso, muito menos traindo ninguém, você é minha noiva e daí se descobrirem? Vão me demitir? Dou aula porque gosto, já tenho minha empresa e vai bem, inclusive. E se alguém te ver no meu carro, ou algo assim, o que eu vivo fora da sala de aula não é problema de ninguém.

- Há alguma possibilidade de argumentar com você?

- Estou apenas dizendo a verdade.

- Ok

- Quando podemos buscar as suas coisas?

- Não disse que viria.

- Podemos ir lá hoje, há algum móvel pra trazer?

- Está me ouvindo?

- Se precisar de um caminhão sei um amigo que faz plantão.

- Gregory!

- O que foi?

- O que está fazendo?

- Planos!

- Você é impossível!

Ele deu uma gargalhada sonora, cheia de humor.

- Não reclame de quem se preocupa com você! Me diz qual o problema de você vir morar aqui um mês antes do prazo? Vai ser tão ruim assim dormir comigo, assistir filmes, ter com quem conversar nas refeições?  Me dê um bom motivo pra não antecipar a mudança e eu prometo que espero até o casamento. 

- É.... –  e ficou nisso, tentando pensar em um bom motivo para não antecipar a mudança, mas nada veio a cabeça, estava grávida, ele era um doce, era educado, bom companheiro, divertido e estava com aquele sorrisinho vencedor no rosto. – Odeio você!

- Odeia mesmo? De verdade?

- Não, só odeio o jeito como você sempre ganha as discussões.

- Estamos apenas começando, quem sabe no futuro não encontre um setor que você ganhe?

- Tomara!

- Nossa!

- O que foi?

- Isso... – sussurrou ele, e dando um passo a frente a beijou com tanto carinho que fez as pernas dela ficarem bambas.

- Por que fez isso?

- Porque eu precisava. Eu olhei pra você e simplesmente me deu uma vontade louca de te beijar. – o sorriso dele era meio bobo, parecia meio babão. – Foi ruim?

- Não... Gostei do beijo. – ela mesma se surpreendeu com a própria sinceridade.

- Tenho permissão para te beijar? Quando quiser assim como agora?

- Acho que não tem problema, mesmo porque é um direito seu não acha? 

- Não quero que me beije por obrigação. – parecia chateado.

- Não será, eu gosto do seu beijo, tem alguma coisa especial nele.

- Que bom que gosta, estará sempre disponível para você. – o que ele disse, mas por dentro seu coração batia descompassado acusando o quanto a amava e o quanto aquela pequena conquista de poder ter acesso aquela boca maravilhosa o havia deixado feliz.

Após o café, Gregory e Camilly foram até o apartamento dela buscar seus pertences, os moveis eram mobília do apartamento, ela ligou para a senhoria e cancelou o contrato de aluguel. Conseguiram levar tudo de uma vez no carro, chegando em casa ambos descarregaram e ela teve um longo dia arrumando suas coisas na casa nova.

- Vou ao mercado tenho que comprar algumas coisas para o jantar, vai ficar bem aqui sozinha?

- Acho que sim – disse ela

- Como estão as arrumações?

- Eu percebi que tenho poucas roupas e muito closet, isso me deixou meio deprimida. Esse closet é maior que a minha sala naquele apartamento!

- Podemos dar um jeito nisso – ele riu

- Sem compras por hora, logo nada mais irá servir...

- Verdade, vamos ter que comprar roupas de grávida, assim que a barriga começar a crescer.

- Tem algumas calças que já estão deixando de servir.

- Vamos as compras assim que possível. Vou ao mercado e não demoro – ela acenou para ele  e ele se foi.

Ali perdida no meio de suas roupas começou a ponderar como havia mudado na ultima semana, na sexta anterior havia descoberto que estava grávida e estava desolada, uma semana depois estava arrumando as roupas no closet de sua nova casa, noiva e já com data de casamento marcada, que virada brusca. 

Ela estava pensando em como Gregory era bom para ela, estava disposta a ter um casamento de verdade, ele merecia alguém que o amasse, que o fizesse feliz, havia prometido protege-la e levantado a hipótese de vir a se apaixonar por ela um dia. Dali para a frente estava disposta a deixar acontecer, deixar ele entrar e aproveitar a alegria que esse homem estava lhe proporcionando, tratando-a com carinho e respeito, ia ser boa para ele também.

Ela estava na cozinha quando ele chegou com as compras.

- Oi princesa, terminou de arrumar suas coisas?

- Sim já está tudo guardado.

Ele largou as comprar em cima do balcão, remexeu nas bolsas e tirou uma caixa de presente de dentro.

- Isso é pra você. 

- Presente para mim? – disse surpresa 

- Sim, um pequeno mimo. Abra!

Ela abriu e deu de cara com um body de recém nascido amarelo com estampa de abelhinhas e uma lágrima correu. Ficou muito emocionada com aquela simples roupinha de bebê, ele realmente estava disposto a entrar de cabeça na paternidade.

- Gostou amor? – Ele chegou por traz e a abraçou pela cintura, tocando sua barriga com carinho.

- Amei! É lindo, obrigada Gregory. – disse sorrindo e secando a lágrima.

- Queria ser o primeiro a dar um presente pro nosso bebê. – ele encostou o queixo na cabeça dela. 

- E conseguiu, eu nem tinha comprado nada ainda.

- Sim, vamos fazer o enxoval assim que você fizer o ultrassom e soubermos o sexo.

- Vai comigo fazer compras?

- Com certeza, quero opinar muito, se quiser podemos contratar uma decoradora para fazer o quartinho.

- Não, acho que consigo fazer isso sozinha e pode opinar o quanto quiser, vou sempre levar a sua opinião em consideração, papai urso. – Sentiu os lábios dele formando um sorriso e ficou feliz em ter alegrado ele.

- Me chamou de papai urso... Que delícia essa palavra não é? Pai, eu vou ser papai de um pedacinho de gente, que eu já amo tanto, acho que vou chorar muito no parto.

Ela se virou e acariciou o rosto dele. Ele fechou os olhos para saborear o toque. Ela notou que ele estava vencido, completamente imerso como se o seu coração estivesse completo e cheio de alegria, foi então que percebeu que estava aproximando o rosto do dele, mas se deixou levar. Quando os lábios dela finalmente tocaram os dele, ele abriu os olhos um tanto surpreso, notou que ela estava na ponta dos pés e a ergueu do chão e a sentou no balcão, para que ficasse no mesmo nível.

Quando finalmente terminaram de se beijar, ele estava com uma expressão extasiada enquanto ela parecia um misto de embaraço e felicidade.

- Que surpresa boa. – Ele arrumou uma mecha de cabelo dela atrás da orelha.

- Desculpe... nem pedi permissão como você fez.

- Nem precisa, tem acesso ao que quiser de mim, pode me tocar, abraçar, beijar e até me bater isso a fizer feliz. – riu descontraído.

- Jamais bateria em você.

Ele deu uma gargalhada sonora.

- Que bom pra mim! Agora é hora do jantar, que me diz? Vou fazer lasanha de frango!

- Parece bom, precisa de ajuda?

- Não, me viro bem na cozinha, mas pode ficar aqui e conversar se quiser, tem suco de uva na geladeira. Comprei ontem, já que você está impossibilitada de tomar qualquer coisa alcoólica.

- Obrigada, vou tomar sim. – se dirigiu ao armário e só então percebeu como era alto, não conseguiu alcançar a porta.

- Vejo que vamos precisar comprar uma escadinha para a minha senhora. – Tranquilamente abriu o armário e e pegou um copo para ela.

- Isso é uma casa de gigante, até a cama lá em cima é gigante.

- Ah mas ela tem um motivo pra ser grande.

- E qual é?

- Poder rolar nela sem cair!

- Rola muito na cama é?

- Na verdade não, mas tenho planos de fazer isso muito bem acompanhado em breve.

Apesar de ter percebido a malícia na voz dele, ela sorriu, ele tinha tudo para ser tão carinhoso na cama quanto era em todo o resto.

O jantar finalmente ficou pronto, a lasanha estava deliciosa, ele cozinhava muito bem.

- Estava incrível – disse se recostando na cadeira se sentindo pesada com tanta comida.

- Que bom que gostou e que bom que conseguiu comer bem, estava apreensivo se não ia ficar enjoada. 

- Verdade, aí uma coisa que eu senti muito pouco, enjoos, quase não fiquei indisposta e a médica disse que a partir do terceiro mês já nem ficaria mais enjoada, então acho não terei problemas com isso.

- Sim, provavelmente não mesmo.

Ela lavou a louça enquanto ele secava e guardava, depois subiram para o quarto, ela vestiu um pijama e deitou, ele vestiu sua samba canção e também foi para a cama.

- Quer assistir alguma coisa?

- Não, estou com sono.

- Tudo bem então. – se inclinou sobre ela – E meu beijo de boa noite?

- Ah você quer um beijo? Está começando a ficar viciado? – Ela riu bem humorada.

- Sinceramente? Estou sim, por quê? Não posso me viciar na boca da minha mulher?

- Eu ainda não sou sua mulher.

- Ah! Questões burocráticas, está aqui agora não está? Na minha cama, embaixo do edredom comigo, carregando nosso filho, então pra mim já é minha mulher.

- Acho que você tem certa razão no seu ponto de vista.

- Ok agora o meu beijo... – e a beijou com uma ânsia de demonstrar todo seu amor, paixão e desejo juntos. 

Ela recebeu aquele beijo como um bálsamo, seu corpo relaxou completamente e ela sentiu os pelos do corpo se arrepiando, como se uma descarga elétrica estivesse passando por ela, um gemido saiu escapou e ele desviou da boca para seu pescoço, e orelha, depositando beijos suaves e apaixonados, e brincando com a língua enquanto ela se contorcia e gemia baixinho. Então ele a beijou novamente com suavidade e se afastou.

- O que houve? – perguntou ela confusa.

- Nada, apenas estou parando em um ponto seguro, não achei que íamos pegar fogo tão rápido. – Ele parecia frustrado e preocupado.

- Está chateado?

- Não meu anjo, só estou um pouco preocupado, sabe lá o que poderia acontecer, a médica falou que não podemos, não quero desacatar nenhuma recomendação, quero que corra tudo bem.

Ela se aproximou e se aninhou no peito dele e ele a abraçou .


Ali, segura e se sentindo acarinhada ela pegou no sono.


3 comentários:

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