Romance - Belas Surpresas... - Parte III

17 outubro Lila Martins 0 Comentarios


Quem se lembra da Camilly e o Gregory? Sim!!!! Eles estão de volta!  Mais uma parte desse romance fofinho! Veja a Parte I e Parte II se ainda não conhece a história!

Continuando...


Na semana seguinte a vida de Camilly virou de ponta cabeça, Gregory havia lhe comprado uma aliança gigante, que ela começou a usar muito a contragosto. Fez o exame de sangue e se consultou novamente com a médica, estava com 7 semanas de gestação, era pouco tempo e para passar o período crítico do primeiro trimestre recebeu várias recomendações valiosas.

Gregory contratou uma cerimonialista para auxiliar nos preparativos do casamento.
Apesar de todos os protestos dela dizendo que um casamento no civil era suficiente, ele não abriu mão da cerimonia religiosa.

As aulas não foram mais as mesmas nas sextas, ela passava todo o período olhando para ele, esperando cair a ficha de que ele era seu noivo e que se casariam no próximo mês.

- Ele é lindo! Não acha Camilly? – Emily que sentava ao seu lado perguntou baixinho.

- Ah! Sim é um homem bonito. – respondeu no susto por estar distraída olhando para ele.

- Você poderia ao menos fechar a boca né? Se não a baba vai acabar escorrendo! –  Emily brincou.

- Eu? Eu... eu... não... sabe... – tentou responder confusa.

- Calma Camilly, é normal babar por um gato como esse, não precisa ficar vermelha.

- Aconteceu alguma coisa que queiram compartilhar meninas? – Perguntou Gregory para uma Emily divertida e uma Camilly muito constrangida.

- Imagine professor! Não é nada. – disse Emily.

- Entendo, Srta. Stippe? Por que está tão enrubescida? Se sente bem? Se quiser saia um pouco e tome uma água. – disse Gregory com um sorriso divertido por causa do constrangimento dela. Havia notado seu olhar de adoração o seguindo durante toda a aula, ela parecia fascinada por ele.

Naquela noite ele a encontrou no caminho para o ponto de ônibus.

- Olá princesa! Entre aqui!

Ela olhou em volta e fez um sinal negativo com a cabeça.

- Vamos amor! Entre no carro antes que alguém veja, não vou embora sem você.

Ela fez uma cara de vencida e entrou no carro dele.

- Oba! Minha mulher topou entrar no meu carro!

- Pare com isso, está me deixando nervosa. – ela estava muito contrariada. A verdade é que não sabia como lidar com a situação, como estar noiva de seu professor e como se comportar quando estivesse com ele.

- Ah! Pare com isso você, já passamos dessa fase Milly, já temos até uma data para o casamento. Acho que podemos tentar ao menos sermos bons amigos, rir juntos, fazer coisas juntos, estamos noivos! Que tal me conhecer melhor? O que me diz? Topa? – Ele estava animado.

- Tudo bem, o que tem em mente?

- Primeiro, vou levar você até a sua casa, você vai arrumar as coisas que precisa e esse fim de semana vamos pra minha casa, seu novo lar. Vai passar o fim de semana comigo! – e deu uma risada divertida ao notar a expressão de pavor no rosto dela.

- Não... Isso não está certo... – ela estava meio chocada.

- Prefere que eu passe o fim de semana na sua casa então?

- Você é maluco?

- Na verdade só estou tentando ser um cara bacana, eu queria poder dar um pouco de atenção para você, te fazer um chocolate quente, assistir filmes até de madrugada, te preparar um jantarzinho, essas coisas de casal que eu acho que toda mulher merece.

- É que eu nunca dormi na casa de um homem na vida e isso ainda é meio confuso...

- Ah não se preocupe, eu não vou tentar me aproveitar de você, mesmo porque estamos com proibição expressa da obstetra em relação a sexo.

- Perguntou isso a ela? – Ela estava chocada.

- Na verdade não, ela me deu essa recomendação enquanto você se trocava.

- Eu tenho opção de não ir com você?

- Gostaria muito de dizer que não, mas você é livre, só queria proporcionar um bom fim de semana, te mimar um pouco.

Droga! Por que ele era tão incrível? Como ela poderia dizer a ele que não iria, enquanto ele estava sendo tão maravilhoso?

- Chegamos. Subo e espero você se aprontar? Ou vai me dar um bom fim de semana, acenar e subir?

- Eu vou me aprontar... – assim que terminou de dizer isso o sorriso de vitória no rosto dele foi de orelha a orelha.

Ele estacionou o carro em sua vaga e depois subiram.

- Leve só roupas e coisas que costuma usar, toalha, escova de dente e tudo mais tenho em casa.

Ela arrumou uma pequena bolsa de viagem com o que conseguiu se lembrar que ia precisar e eles saíram, rumo a casa dele.

Apesar de estarem noivos ela nunca tinha ido a casa dele, quando o carro parou na garagem, ela saiu e olhou em volta deslumbrada.

- Lar doce lar. Seja bem vinda, futura senhora Kriwatt.

Entraram e ela ficou impressionada com os cômodos, todos muito amplos, com decoração de muito bom gosto. Ele levou a mala dela para o quarto.

- Então, que tal tomar um banho e assistir alguma coisa enrolada num cobertor com uma bela caneca de chocolate quente?

- Sim, estou cansada, preciso de um banho mesmo.

Ele a levou até o quarto. Amplo, bem iluminado com uma king size de frente para uma tv enorme de última geração, em uma parede haviam duas portas, uma dava para um escritório compacto muito bem equipado e a outra era o banheiro, bonito cheio de azulejos com um box para dois e um chuveiro tão sofisticado que ela pensava que só existisse em filmes.

- Então aquela porta na outra parede é o closet, coloquei sua mala lá, pode tomar um banho e ficar a vontade, vou pegar algo pra vestir e tomar banho no banheiro principal, depois eu volto pra cá e escolhemos algo para assistir. – ela assentiu com um aceno de cabeça, ele saiu e ela foi pegar o pijama para tomar um banho.

A banho foi delicioso, o melhor chuveiro que havia experimentado, água em uma temperatura incrível, chegou a perder a noção do tempo perdida em pensamentos e no deleite daquele chuveiro incrível. Ela pensava, enquanto a agua escorria pelo corpo no quanto estava com sorte, apesar da vida ter lhe pregado uma peça, estava ali, prestes a se casar com o homem mais incrível que já conhecera, um homem maduro de 36 anos que estava realmente se esforçando e estava envolvendo ela em um encantamento que fazia tudo parecer intenso e apaixonante. Havia assistido muitos filmes piegas, com homens românticos e apaixonantes e Gregory parecia ter saído de um deles com toda o seu charme, ficou um tempo ainda divagando se um homem como aquele poderia um dia se apaixonar por uma caipira como ela, que havia crescido em uma fazenda, acordando cedo e ajudando na manutenção. Resolveu por fim que o futuro era uma enorme interrogação e que não ia sofrer pensando demais nisso.

Saiu do banho, se vestiu e saiu.

- Estava bom o chuveiro não é mesmo? – Gregory estava esparramado na cama sem camisa, apenas com uma cueca samba canção cheio de DVDs m volta.

- Realmente estava gostoso.

- Sente-se bem? Está relaxada?

- Estou sim.

- Então venha aqui, vamos escolher um filme.

Ela foi até a cama sentou e observou os títulos, eles discutiram um pouco sobre gostos e por fim escolheram um filme interessante que contava uma história inspiradora. Ele recolheu os filmes, levou até o escritório onde guardou e voltou para a cama. Sobre os lençóis havia um cobertor aveludado vinho e muitos travesseiros ele se recostou em alguns, já havia colocado o filme e pego o controle remoto.

- Vai ficar ai, sentada na beira da cama? Vamos acomode-se!

Ela colocou as pernas para cima e sentou ao lado dele um tanto embaraçada. Ele enlaçou pelos ombros e a trouxe para se aconchegar em seu peito. Camilly levou alguns instantes para se recuperar da sensação de tontura e excitação, ele estava cheiroso, e seu peito era coberto de pelos que faziam cocegas em suas bochechas, seu tórax era forte, não chegava a ser musculoso, mas era bem definido, porém macio e confortável, por alguns instantes ela fechou os olhos e teve a sensação de que nem o maior medo do mundo poderia apavorá-la ali naqueles braços, que ali ela estava segura.

- Confortável amor? – ele perguntou notando o encantamento dela

- Estou sim – respondeu ainda de olhos fechados.

Ele sorriu, ela estava se apaixonando por ele, apesar de ser ainda muito sutil era possível apreciar ela cada vez mais envolvida, o que era maravilhoso, pois ele já era apaixonado por ela havia um bom tempo.

Ele apertou um botão e o filme começou. Havia pipoca e chocolate quente no criado mudo, eles comeram e beberam. Por volta da metade do filme ela já estava completamente solta aninhada em seus braços, como se aquele fosse seu lugar preferido no mundo. Como estava completamente relaxada acabou adormecendo no peito dele. Quando o filme terminou, ele desligou a TV pelo controle e a ajeitou melhor para que dormisse confortavelmente. Antes de apagar as luzes passou um longo tempo observando ela, com a boca entreaberta, dormindo profundamente. Ela estava ali, em plena sexta a noite por volta da 1h da manhã deitada sob os lençóis com ele,  como era linda adormecida, ele acariciou seu rosto com as costas da mão.


- Você não tem ideia do quanto eu te amo... – sussurrou – eu vou te fazer tão feliz, que você nem vai se lembrar o que é tristeza. – lhe deu um carinhoso beijo na testa, apagou as luzes e dormiu, com a mulher que amava pela primeira vez em seus braços.


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