Romance - Belas Surpresas... - Parte II

30 agosto Lila Martins 2 Comentarios


Olá pessoal, como algumas pessoas gostaram da história, resolvi postar mais um pedacinho para vocês lerem! Para quem não leu a primeira parte está aqui!

Continuando...

- Eu acho que não ouvi bem – foi o que conseguiu pronunciar.
- Ouviu sim! Eu quero me casar com você e ser o pai desse bebê!
Ela ficou boquiaberta, o que responder? O que fazer?
- Ei, fique calma ok? Não quero a resposta já, pense um pouco sobre isso, voltamos nessa conversa depois. Pode ser assim?
- Ok – ela estava em choque.
Almoçaram, conversaram um pouco mais, ele sempre fazendo muitas perguntas, sobre ela o que gostava e tentando sondar e conhecer melhor ela, enquanto divagava um pouco mais sobre si mesmo para que ela o conhecesse também.
Saindo do restaurante ele a levou para um parque muito bonito, onde sentaram a sombra de uma árvore e conversaram mais. Por volta das 16h ele a levou para casa. Ela pensou que seria deselegante se não o convidasse para entrar um pouco, ele aceitou, subiu até seu apartamento, ela pediu licença, tirou os sapatos, colocou uma pantufa e roupas confortáveis, foi até a cozinha e preparou um café, ele sentou a mesa e ficou observando ela se movimentar.
- É um belo apartamento, pequeno e aconchegante. – Disse ele para quebrar o silêncio.
- Verdade, gosto dele, moro aqui desde que me mudei há um ano.
- A casa dos seus pais é grande?
- Sim, é uma chácara.
- Tem quantos irmãos?
- Três, duas irmãs e um irmão todos mais velhos que eu e casados.
- Só sobrou a caçulinha solteira então.
- Sim, só eu, faço 25 anos em julho, meus pais queriam que eu casasse também as minhas irmãs se casaram bem cedo, uma com 19 e a outra com 21 anos.
- Tem sobrinhos já?
- Tenho sim, minha irmã mais velha tem um casal, a do meio uma menina e meu irmão um menino.
- E agora será que você terá uma menino ou uma menina?
- Não faço ideia...
- Dizem que no fundo toda mãe sabe o que está esperando.
- É, minhas irmãs e cunhada nunca se enganaram.
- E o que você acha?
- Ainda não parei para pensar nisso...
- Não teve tempo para isso ainda, mas terá, quando tiver um palpite quero ser o primeiro a saber, afinal de contas, independente de sua decisão a respeito de se casar ou não comigo, eu quero ser o pai.
- Sr Kriwat...
- Me chamo Gregory, pode me chamar assim, eu acho mais suave.
- Ok Gregory. Eu só  não entendo por que você quer tanto entrar nessa canoa furada.
Ele riu com gosto, uma gargalhada tão bem humorada que até ela começou a rir, contagiada.
- Canoa furada! Nossa, está tentando me persuadir a desistir? Não me pareceu um bom marketing pessoal dizer a um possível futuro marido que se casar com você é entrar em uma canoa furada.
- Mas é, o que eu posso fazer?
- Pode ser mais positiva, você é uma mulher grávida cheia de problemas, eu sou apenas um homem bem resolvido cheio de soluções.
- Você faz parecer muito simples.
- E não é? Você precisa de um pai, alguém que assuma e ampare você, eu estou disposto a ser isso. Pense nos benefícios, posso dar uma vida boa pra você e para o bebê, te tirar do aluguel, salvar você da situação embaraçosa que vai passar quando a barriga começar a ficar visível, e posso ser um ótimo companheiro.
- Eu não duvido de nada disso, mas é a sua vida não posso privar você de se apaixonar e ser feliz com alguém que você ame.
- E o que me impede de me apaixonar e amar você?
A pergunta a pegou totalmente desprevenida, não era possível, aquele homem parado bem na sua frente, alto, forte, bonito, um verdadeiro deus grego, capaz que virar a cabeça de muitas mulheres estar ponderando a possibilidade de vir a amar ela, que tinha pouco mais da metade do seu tamanho, magra e sem graça, sem nunca usar roupas da moda, maquiagem e com o cabelo sempre preso de maneira desleixada. Como se estivesse lendo seus pensamentos ele ergueu a mão e soltou os cabelos dela, as mechas de um castanho escuro, levemente ondulado caíram em cascata até a cintura dela.
- Fica mais bonita assim sabia?
- Não gosto do meu cabelo solto...
-Mas por quê? Seu cabelo é incrível! – ele colocou as mãos entre os fios e acariciou levemente a cabeça dela.
Fechou os olhos, a sensação foi avassaladora, um carinho, nem aquela noite com Brendo se sentiu tão especial.
Ele sorriu e aos poucos a trouxe para os seus braços, quando ela se deu conta estava enlaçada por aqueles braços fortes, se sentiu extremamente protegida e por alguns instantes esqueceu da encrenca em que tinha se metido, podia ouvir o coração dele batendo ritmado, ele parecia calmo e a calma dele a contagiava, ele continuava acariciando seus cabelos. Ela não sabe exatamente quanto tempo ficaram abraçados, mas pareceu uma vida, antes de soltá-la ele beijou seus cabelos e disse:
- Eu sempre vou estar aqui para cuidar de você, pode contar comigo. Me deixe por favor cuidar de você. – ele finalmente se afastou. - Camilly, quer se casar comigo? – perguntou olhando em seus olhos.
Ela ficou boquiaberta, não sabia o que fazer e como demorou a responder ele sorriu e disse:
- Posso me ajoelhar se quiser.
Ela começou a rir nervosamente.
-Não!
-Não quer?
- Não!
- Não quer que eu me ajoelhe?
-Não!
Ele deu uma gargalhada!
- Decida-se mulher!
Ela riu.
- Vamos começar novamente. Quer que eu me ajoelhe?
- Não
- Quer se casar comigo?
- Não sei...
- O que te impede?
Ela pensou um pouco e percebeu que não tinha uma resposta para essa pergunta.
- Sinceramente? Não sei.  – respondeu
- Então aceite logo, ou vai esperar eu colocar uma aliança no seu dedo?
- Gregory... não posso, seria errado...
- Não! Seria errado você sofrer as consequências de uma noite da sua vida para sempre, sofrer sozinha e calada, ter que enfrentar a sua família, enfrentar o mundo te apontando o dedo e no futuro essa criança procurar um pai que foi negligente, displicente e me perdoe a expressão um baita filho da mãe,  convidando uma mulher para sair, dando sinais de que queria um relacionamento sério, embebedando ela e aproveitando a oportunidade para “tirar uma casquinha”. Espero nunca saber quem é esse cara, porque se eu souber eu acho que sou capaz de dar um belo soco na cara dele, que deve ter aquelas carinhas de playboyzinho vagabundo sustentado pelos pais. Esse tipo de moleque me deixa possesso! – Ele estava visivelmente alterado. – Você é uma mulher especial Camilly, você merece mais do que isso, merece dar a volta por cima e sambar na cara de todos!
- Nossa... – disse chocada.
 - Assustei você?  - Parecia preocupado.
- Não, só não esperava tanta paixão.
- Eu sou um homem apaixonado mesmo, tem razão, e quando eu meto uma ideia na cabeça é bem difícil tirar.
- Significa que eu não tenho escolha?
- Não. Significa que eu vou te incomodar muito ainda, então suas opções são, ou aceita e acaba logo com isso, ou diz não e espere que eu corteje você como um verdadeiro pretendente.
- O que quer dizer com isso?
- Que vou mandar flores, bombons, fazer declarações e deixar você muito sem graça na frente das pessoas.
- Isso é chantagem!
- Acredito que as pessoas vão achar bem romântico. – ele estava com uma expressão divertida.
- Que droga não? Eu realmente não tenho escolha!
- Tem sim, a infelicidade, ou um homem que fará de tudo pra te ver sorrindo.
- Você faz parecer tão simples...
- Mas é simples! Mais uma chance, quer se casar comigo?
- Ok
- Só ok?
- Ai ai...
-Vamos eu fui fofinho, tente um pouco mais...
- Sim Gregory eu aceito me casar com você.
-Ótimo! – Sem que ela esperasse ele a beijou apaixonadamente.


2 comentários:

  1. Só eu tô com o pé atrás com esse Gregory??? ahahaha Ela tá forçando ela a casar, diz que pode amá-la, tá tudo muito lindo e florido e ela nem o conhece! Ele pode ajuda-la sem casar oras!!! aahahaha Eu tô aqui tentando achar defeitos nele, ok!!! kkkk
    Curiosa para ler mais!!!
    xoxo

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