Romance - Belas Surpresas... - Parte I

08 agosto Lila Martins 2 Comentarios


Hoje eu resolvi compartilhar com vocês o comecinho de um livro meu, ele já tem cerca de 26 páginas escritas, e como eu talvez nunca venha a publicá-lo, estou compartilhando com vocês, peço que deixem sua opinião, se curtirem continuo colocando mais partes dessa história! 

Era janeiro quando Camilly se mudou de sua cidade para começar a sonhada faculdade de filosofia, ela era uma jovem que cresceu em um cidade de interior, muito simples e conservadora e estava começando a criar asas em sua vida adulta, fazer faculdade, trabalhar e morar sozinha.
Camilly tinha 23 anos de idade, já havia feito vários cursinhos para que pudesse conseguir um bom emprego para quando fosse para a cidade grande, havia se matriculado na faculdade, conseguiu em emprego e um pequeno apartamento em um bairro afastado, ia se virando indo aos lugares de ônibus e estava bem disposta a se desafiar.
Seus primeiros 2 semestres na faculdade foram incríveis, aprendeu muita coisa, estava se saindo bem no trabalho e como já tinha o hábito de acompanhar a mãe  as duas irmãs casadas nas tarefas domésticas não teve muita dificuldade se adaptar.
Em seu terceiro período na universidade conheceu um rapaz, seu nome era Brendo e ele era bonito e popular, logo seu rosto estava sempre em sua cabeça e um dia ele finalmente percebeu seu interesse e a convidou para uma volta, passou em seu apartamento, a levou para uma montanha onde observaram as estrelas e tomaram vinho, as coisas aconteceram rápido, ele a beijou e logo estavam nus e ela não conseguia se lembrar de muita coisa.
Foi sua primeira vez, estava bêbada e confusa, e o rapaz que tanto povoara seus sonhos desapareceu sem deixar rastros, nunca mais a procurou e quando o encontrava nos corredores ele simplesmente a ignorava como se fosse uma desconhecida.
Camilly havia sido vítima do garanhão da faculdade, ele não fazia seu curso, havia conhecido ele em uma lanchonete e todo que o rapaz queria era apenas aproveitar uma noite sem compromisso com uma caipira.
Ela ficou triste por semanas, havia planejado sua primeira vez diversas vezes, seria um momento especial, com um homem que amasse, mas acabara tomando vinho, coisa que nunca tinha feito, ficado bêbada e perdido o controle, as coisas das quais mais se lembrava era da dor que sentira e da falta de sensibilidade dele que havia sido mesquinho e egoísta.
Para se distrair acabou se aprofundando nos estudos, dormindo pouco, comendo mal e lendo incansavelmente para as provas. Se pegou pouco mais de um mês depois tendo muitas náuseas, principalmente pela manhã se sentido sonolenta e indisposta e isso a assustou, devia ser o estresse estava no meio do terceiro semestre, muitos trabalhos e coisas para estudar, devia ser a alimentação ruim ou as péssimas noites de sono, até que naquela semana ouviu duas meninas conversando no intervalo, falavam de gravidez, os sintomas batiam com os que ela vinha observando há alguns dias, ficou apavorada ao tentar se lembrar quando tinha sido a última menstruação e não ter nenhuma memória recente, foi a farmácia que ficava próxima a universidade, comprou um teste  e fez no banheiro do campus, o seu pior medo se tornou real, estava grávida, de uma rapaz que nem sequer a olhava nos corredores, ficou apavorada, estava sozinha, não tinha nenhum amigo e se contasse para a família que estava grávida, seus pais talvez a culpassem, pois eram extremamente tradicionais.
Sentou no banco próximo a sala e começou a chorar baixinho, aquele horário ninguém estava por ali, estavam todos na lanchonete.
Alguém sentou a seu lado e lhe ofereceu um lenço, olhou pra ver quem era e se deparou com Gregory Kriwat, seu professor.
- Por que está chorando? – perguntou ele
- Não é nada, apenas um dia ruim – respondeu
- Vamos, quem sabe falar sobre o assunto ajude um pouco, sufocar as coisas só piora.
- Não precisa se preocupar... Estou bem..
- Pálida? Chorando? Não me parece nem um pouco bem, parece que está apavorada!
- Desculpe, não quero falar sobre isso...
- Tem coisas que é melhor conversar com estranhos, que não vão te julgar ou falar de você para ninguém, vamos... sou confiável, prometo.
Ela o olhou mais atentamente, aquele homem realmente estava disposto a ajudar, talvez não solucionasse nada, mas se não contasse a alguém explodiria.
- Estou grávida... – disse baixinho
- Não deveria ser uma coisa ruim. – Ele respondeu
- Mas é, eu dormi com um rapaz, foi minha primeira vez e ele nunca mais me procurou, estava bêbada, não me lembro de muita coisa, mas tenho certeza que ele não vai assumir... – começou novamente a chorar.
- Ei, calma! Me passa o seu número de telefone e seu nome completo, vou ajudar você.
- Como?
- Vou pensar em alguma coisa. Agora vá ao banheiro, lave bem o rosto e tente focar na aula pra se distrair.
Camilly passou o número e nome como ele pediu, foi ao banheiro, lavou o rosto e voltou para a aula. Naquela noite prestou atenção não apenas ao que ele dizia, mas a ele, como era alto, seu cabelo escuro, os olhos cinzentos, o sorriso amigável que dirigia aos alunos que davam suas contribuições, pensou no que ele estava pensando, parecia um homem muito descente, cordial, educado, calmo e bem centrado.
Na manhã seguinte, sábado,  recebeu uma ligação.
- Alô - Atendeu
- Bom dia, como esta se sentindo hoje? – era uma voz masculina do outro lado
- Desculpe, mas quem é?
- Ah desculpe eu! Sou eu o Gregory! – Deu uma risada do outro lado da linha, era um som gostoso que colocou um sorriso em seus lábios também.
- Olá estou bem sim, obrigada.
- Então, tem algum compromisso para esta manhã?
- Não, estava pensando em ir no mercado comprar algo para almoçar mais tarde, apenas isso.
- Então me passa o seu endereço e se apronte que eu vou te buscar, quero te levar a um lugar, depois vamos almoçar juntos!
- Onde vai me levar?
- Quando eu chegar ai te conto, agora o endereço por gentileza.
Ela passou os dados que ele precisava, explicou como chegar e foi se trocar.
Cerca de 20 minutos depois o carro estacionou na frente do prédio, ela desceu e entrou no veículo.
- Olá! – ele disse com um sorriso enorme.
- Olá. – Respondeu ela com um sorriso tímido.
- Preparada? Hoje vamos ao médico!
- Como assim? Médico? Por quê?
- Acho que ainda não começou seu pré-natal certo? Vou te levar a uma obstetra, esposa de um amigo meu, conversar, tirar dúvidas e ver como está o bebê.
- Por que está fazendo isso?
- Porque sou um homem bondoso. – Deu uma gargalhada cheia de humor, ela riu também. – Na verdade, é porque eu quero que você esteja estável, quero que fique mais calma e que comece logo a zelar por essa pequena vidinha que está carregando. – disse sério. – Podemos ir? Ou irá fazer objeções?
- Tudo bem, mas... não tenho dinheiro... Essas consultas custam caro e...
- Ei! Não se preocupe com isso, é por conta do tio! Fica tranquila. – ele riu para descontrair.
- Não precisa fazer isso, sério...
- Eu quero. Posso?
- Tudo bem... – Ele estava sendo gentil, não podia recusar sua boa vontade, ele só queria ajudar.
Seguiram para o consultório, a médica confirmou a gravidez, disse que iria solicitar um exame de sangue, apenas para ver quantas semanas ela tinha de gestação, pediu para Camilly se deitar na maca e começou a fazer um ultrassom.
De repente na tela apareceram imagens borradas, que a médica começou a decifrar e lhe explicar, Gregory estava a seu lado sorrindo fascinado.
Uma lágrima escorreu de seu olho esquerdo quando a médica lhe mostrou um pontinho pulsando na tela e disse que aquele era o coraçãozinho do seu bebê.
Ela aproveitou a médica para tirar todas as dúvidas que tinha e ficou de retornar com o exame de sangue para que pudessem ter mais informações sobre o tempo de gestação.
Ele a levou para almoçar em um restaurante fora da cidade, lugar discreto com boa comida, ambiente bonito e confortável.
- Pode pedir o que quiser. Quero que se alimente bem, e cuide desse neném ok?
- Obrigada.
Ela ainda estava confusa, não sabia porque ele estava se empenhando tanto em ajudar.
- Deve estar se perguntando por que eu estou ajudando você não é mesmo? – perguntou ele, notando a confusão em seu rosto.
- Sim. Você é meu professor, por que está tão preocupado com a minha gravidez?
- Bom,  primeiro porque você parece perdida e desamparada, acho até que não tem família aqui se bem me lembro quando se apresentou no inicio do semestre.
- Realmente, meus pais moram no interior, e meus irmãos também.
- Imaginei. Como seus pais vão reagir quando contar a eles sobre a gravidez?
- Eu não tenho muita certeza, mas acho que vão ficar muito bravos, são muito tradicionalistas, bateram o pé para eu não vir fazer faculdade, vão me culpar muito, acho que será bem difícil.
- E se você contasse a eles junto com a notícia que irá se casar com o pai do seu bebê? Que houve um deslize, mas que já estão com o casamento marcado, que ele ia assumir o filho?
- Ele nem sabe que estou grávida, duvido que ele assumiria!
- Não estava falando dele.
- Estava falando de quem então?
- De mim. Eu assumo me casar com você e ser o pai do seu bebê.
De repente ela foi tomada por uma forte vertigem. Ele não apenas a estava ajudando, estava querendo assumir a criança, casar com ela, salvá-la de ser uma mãe solteira e desamparada.

O que responder? Seria a solução do seu problema, seria simplesmente perfeito, mas e ele? Como ficaria? É  a vida dele e seria uma farsa, por que ele estaria disposto a isso?

Gostaram? Se quiserem saber o que acontece depois, basta deixar um comentário pedindo a continuação e eu posto! 






2 comentários:

  1. Eu vi que você compartilhou a terceira parte e vim aqui ler a primeira! E já tô aqui, gente de onde veio esse danado desse professor, deve ter caroço nesse angu!!! ahahahah Tá tudo muito lindo e ele tá muito perfeito, preciso ler mais pra saber o que vai rolar!!! kkk
    xoxo

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    Respostas
    1. Que bom que está curtindo Re, esse é um dos meus romances água com açúcar, vou começar a postar algumas histórias minhas por aqui! Continue acompanhando a história! \o/

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