A importância da mãe para um bebê

11 maio Lila Martins 2 Comentarios

Em clima de dia das mães eu resolvi pesquisar sobre o vínculo da mãe com seu bebê.
Sabemos que o carinho da mãe é primordial para o desenvolvimento saudável do recém nascido, mas o que é pouco mencionado é que é ainda no ambiente intra-uterino que mãe  filho começam a se relacionar.
É um processo complexo e sutil e é muito importante para a formação do feto.
A formação desse vínculo se intensifica durante o período de gestação. O feto recebe informações da mãe sobre seu estado emocional e pode sentir amor e rejeição, que repercutirá em seu desenvolvimento, porém para dar significado a estes sentimentos o bebê precisa de maturidade neuro-fisiológica, ou seja, antes do terceiro mês de gestação o feto pode sentir as alterações no ambiente, mas não consegue compreender seus significados.

Conforme vai evoluindo, o feto começa a tomar consciência dos sentimentos maternos e também a formar sua própria personalidade, o que ocorre por volta do terceiro trimestre de gestação.
A ansiedade da mãe ajuda nesse processo porque acaba perturbando e modificando o ambiente neutro onde o feto se forma, fazendo-o notar o ambiente a sua volta.
Isso resulta em respostas instintivas que, nada mais são do que, técnicas de defesa, como chutar e movimentar-se com maior frequência, isso funciona na mãe como uma sinal que seu bebê não está desconfortável e se a sintonia mãe e filho está bem forte a tendência é da mãe se comunicar com ele acariciando a barriga o que envia um sinal de conforto, carinho, proteção e compreensão ao feto que, logo ficará novamente tranquilo.
Com o tempo essas situações contribuirão para a formação das primeiras idéias do bebê, ou seja, se a mãe for mais carinhosa e sensível, seu bebê terá maiores chances de nascer confiante e seguro de si mesmo, enquanto mãe mais deprimidas poderão privar seu bebê de amor e apoio podem gerar crianças igualmente deprimidas e com estados de neurose, pois sua personalidade foi gerada num ambiente de angústia e medo.
Mesmo a mãe que não deseja seu filho se comunica através da alimentação com ele, mas é um vínculo meramente biológico, diferente das mãe que desejam e amam seus filhos.
Situações cotidianas como estresse emocional isolado, e preocupações passageiras, de um modo geral não acarretam problemas na gestação e formação do bebê porque não são significativos, o feto percebe se são alterações passageiras e não as vincula como rejeição ou angústia.
Outros fatores que geram desconforto ao feto são consumo de álcool, drogas, medicamentos e também comer pouco ou se alimentar excessivamente, o bebê precisa de equilíbrio.
Há mães que são dependentes de cigarros por exemplo e, caso cortem totalmente, ficarão extremamente ansiosas, sendo assim, podem tentar diminuir o consumo gradativamente até uma média de 1 ou 2 cigarros por dia.
Há sofrimentos da mãe como perdas familiares ou brigas conjugais, que geram grande sofrimento ao feto, mas infelizmente são inevitáveis.
O maior perigo é quando o feto sente-se rejeitado pela mãe ou quando o vínculo com sua mãe não é bom o suficiente para ter suas necessidades compreendidas e supridas, pois é através desta troca é que ele sente-se desejado e amado.
Resumindo, se o vínculo intra-uterino não for bem estruturado, será necessário tentar suprir as necessidades do bebê no período pós nascimento imediato, podendo contar com a ajuda de um profissional capacitado para auxiliar.

Baseado no artigo da Psicóloga Clínica Ana Maria Morateli da Silva Rico  para o site Guia do Bebê.

Apenas para as notas de rodapé, a mãe é primordial na formação do indivíduo, sem elas jamais seríamos nada, nossa formação começa por elas, nossa personalidade começa por elas e nosso caráter começa por elas.
Lógico que não podemos culpar nossas mães por todos os nossos traumas, elas tem sua parcela de influência, mas o quadro geral não é responsabilidade única e exclusiva dela, sempre devemos levar em consideração que o ambiente onde nossas mães nos geraram não dependia somente delas, dependia de nossos pais, irmãos, familiares, onde ela trabalha, onde mora, como são suas relações e tudo mais.
Analisar isso, é extremamente complexo e não cabe a nós julgar isto.

2 comentários:

  1. Lila, belíssima postagem!
    Sem dúvidas, gerar uma criança é algo maravilhoso pois sentir um segundo coração pulsar dentro de vc é algo divino. Que Deus conserve em vc este dom de atingir o coração das pessoas por suas palavras.
    Beijo grande minha linda amiga.
    Eliana Simas

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    1. Brigada pela visita Liu beijão pra vc tbm!!!!

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