Bioquímica do Amor.

25 novembro Lila Martins 1 Comentarios


Seguindo uma sugestão, cá estou eu escrevendo sobre esse assunto tão complexo que é o amor, mas de maneira científica para que possamos entender o que o ser humano sente quando está “amando”.
Para começar devemos ter em mente que, segundo estudiosos, o amor é um fenômeno neurológico complexo, sua base encontra-se em diversas atividades cerebrais que nos motivam a continuar a relação, é complexo porque em cada indivíduo o amor se manifesta de maneira diversa e não podemos estipular um padrão devido essa variação considerável.
O amor sofre mutações durante o período de relação dos indivíduos, desde o momento que há o interesse (mútuo ou não) até o momento em que o amor se firma e permanece podemos notar algumas fases.
A primeira fase é a do “desejo” é a fase onde o indivíduo sai à procura de um parceiro, começa geralmente na adolescência, é quando nos pré dispomos a encontrar alguém e esta fase é marcada pelos hormônios sexuais (estrogênio nas mulheres e testosterona nos homens).
A segunda fase é a da “atração” que é quando nos apaixonamos, encontramos uma pessoa com características que nos atraem e ficamos “vidrados” nela, é quando os amigos começam a fazer gozação rindo do nosso estado de espírito, mãos suadas, enrubescimentos diante do objeto de sua paixão, os devaneios, a respiração descompassada, o coração acelerado e tantos outros “sintomas” dos apaixonados. Tudo isso é devido à serotonina responsável pelo controle e equilíbrio emocional, e a dopamina, que nos faz sentir felizes. 
Um fato interessante é que todos esses compostos químicos são controlados pela feniletilamina que é responsável pela passagem da fase do desejo para a fase do amor e é um composto químico com um efeito poderoso. Há pessoas que produzem muita feniletilamina ou que são mais sensíveis aos seus efeitos, portanto tem uma tendência a serem mais “levianos”saltando de romance em romance, abandonando cada parceiro logo que o “mix” químico inicial termina. Quando casadas, estas pessoas costumam ter casos extraconjugais, em busca da excitação de um começo de relacionamento. Porém, ao longo dos anos, nosso organismo cria uma certa tolerância aos efeitos da feniletilamina e cada vez é necessário quantidades maiores para provocar o mesmo efeito, sendo assim, estas pessoas acabam por atingir um equilíbrio quando desenvolvem essa tolerância a feniletilamaina. 
A terceira fase é a da “ligação” é quando toda a ebulição química ocorreu e todas essas “drogas” são substituídas pelos hormônios: oxitocina e vasopressina. A oxitocina é uma proteína produzida no hipotálamo. Ela atua em certas partes do corpo (como por exemplo na indução do trabalho de parto) e em regiões cerebrais cuja função está associada com emoções e comportamentos sociais.
A vasopressina, também é uma pequena proteína e seu papel no organismo é extenso, seu nome, por exemplo, está relacionado à sua ação na pressão sanguínea. Foram feitos estudos em animais que comprovaram que após o acasalamento o macho fica “preso” a fêmea, impossibilitando que se aproxime de outras fêmeas por toda a vida, por este motivo a vasopressina é chamado de “hormônio da fidelidade”, porém o que vai determinar a atuação desse hormônio no indivíduo, é o número de receptores presentes no cérebro. Assim como no caso da feniletilamina, podem haver pessoas mais receptivas ou que tem uma produção mais elevada, e a pessoa com quem se relaciona pode determinar ao organismo a quantidade de vasopressina a ser produzido.
Resumindo, o amor é complexo até mesmo no campo da ciência, e é claro, com tantas variações deve sim haver "algo mais" envolvido do que apenas hormônios e atividades cerebrais não é mesmo?



E como sempre algumas estatísticas.
Nota da reportagem da Super Interessante de maio de 2010


OS SEMELHANTES SE ATRAEM
Em 68% dos relacionamentos sérios (e 53% dos passageiros), as pessoas são apresentadas por um conhecido. Cerca de 60% dos romances surgem em ambientes semiprivados, como escola, trabalho ou uma festa - lugares onde a afinidade entre as pessoas é naturalmente maior. Só 10% dos romances se originam em bares e baladas.

COISA DE PELE
Homens e mulheres preferem o odor de pessoas cujo sistema imunológico seja complementar ao deles (o que ajuda a gerar descendentes saudáveis). Mas cuidado com a pílula anticoncepcional: ela pode distorcer essa comunicação olfativa, fazendo a mulher perder a capacidade de reconhecer o que a atrai.

PAIXÃO = AVENTURA
Quer fazer o romance engatar? Procure fazer coisas novas e/ou excitantes junto com a outra pessoa - como viajar ou andar de montanha- russa. É sério. Esse tipo de atividade eleva o nível de dopamina no cérebro, ativando os mecanismos relacionados à paixão.

Um comentário:

  1. Olá, acabo de visitar seu blog e segui-lo. Lhe desejo foco, sucesso e força. Que conquiste muitas realizações através do mesmo. E também convido você e seus/suas leitores/leitoras a conhecer o meu blog: toobege.blogspot.com.br . Beijinhos e espero você lá também *0*

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